quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Um querer novamente

Na minha terra querida.



Pareço pequena quando digo que te amo. Não parece glória, não traz felicidade. O momento não chega a ser especial, parece vômito. Mas, te amo.

Gabriel com quem tive uma grande sintonia está aos beijos com uma garota de um mundinho onde só tem rosa e uma porção de coisas dele. 

Estão juntos. 

Eu apareci num breve momento, onde queria mais uma vez 'brincar' não tinha interesses maiores que meu café garantido em casa pela mamãe sempre à tardinha. Estudar e torrar a paciência de quem fosse. Sem exigir nada em troca. Era feliz com minha ignorância.

Correção: Mais feliz agora.

Enchia meu ego nas paqueras, nos namoros relâmpagos. Andava de bicicleta, bem assanhadinha, cheia de impulsos, arranhava como goleira em um time de handebol da minha cidade. Vestíamos camisa preta e uma caveira. O casamento do meu técnico ruiu e ele já não estava mais interessado em nós, garotas volúveis.

Trabalhei e cresci um pouco. Namorei um pouco. Briguei pouco. Sai pouco. Meu mundo já era outro. Ficava apática mas era uma boa aluna. Nunca fugi de nada. Minha vida.

Em algum momento Gabriel deveria ter ido, ele insistiu em ficar. Eu tive medo. Eu fugi. O seu olhar descobria todos os segredos era assustador o detectar, o agir dele, sutil e foi fincando em mim, colando, sufocando até se instalar aqui dentro. Eu sabia o que era certo e errado. 

Gabriel nunca me sujou. E sempre esteve perto. Não me tocou quando eu quis saciar minha sede, não me tocou pra ir logo embora, não me tocou quando  eu gritei 'pega, era isso que tu queria!', não me tocou. Permaneceu nesse estado inebriado, hibernado.

Faz tempo. O Homem que não me quis: é assim que ele se nomeia. Esquecer seu nome comum e enxergar isso. Suas razões recalcadas em prato fundo me dizem: Enxergue além de mim, além dele, do nós que nunca existiu. Parece espera de quem faz promessas de um dia feliz e para sempre mas é uma grande ironia, simplesmente nada. Um amor desses de todos os dias, um cuidar mais do que necessário nasceu mas acho que fracassou quando ele deixou de falar comigo nas madrugadas.

Gabriel, poderia ter sido diferente. Fique nessa zona de conforto. Não te culpo por nada. Não estou me despedindo, só tirando minhas coisas pra você caber mais dentro ti.


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