quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O fim do silêncio

Nós poderíamos ter fingido que nunca choveu em nossos quartos, nos outros cômodos. Ter viajado e voltado com a certeza de que estaríamos de novo juntos, secos e com a pele bronzeada. Acostumou-se nessas ruelas, cheias de homens que não fazem as unhas há três meses e não escovam a boca e lavam em copos de cerveja ou qualquer comida que melhore o hálito. Um bando de víboras. Você gosta de se sentir importante no meio deles, que não mediriam esforços pra te apunha-la na sua frente. Você é tão falso quanto eles. Tão sujo quanto eles. Você soube muito bem se fantasiar de pessoa que ficaria por muito sois ao meu lado; hoje tenho náuseas. Quase me odiei por um energúmeno. Agora vá embora e nem olhe pra trás, eu não te dou esse direito. Cuide da sua vida que eu cuido da minha pois não sei alimentar homens pequenos.


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