quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Eu tenho você?



Fico perplexa, que ainda consegue espremer um rio de palavras de mim. Ainda desconhece o que acontece comigo quando te vejo ou quando eu fujo de ti? Eu sei que nas horas lúcidas sou capaz de tudo até de desenhar meu sentimento e quando fico fora de mim - que é exatamente quando fujo de ti - quando te vejo, percebo que eu gosto de tudo em ti e não sei mais o que dizer, fico com receios parece que ouvi cada linha traçada direto da fonte, teus olhos perfuram meu crânio, toda minha segurança e minha falsa inteligência some. 

E toda vez que ensaio um encontro, eu não vejo saída a não ser encarar; me jogar, me empurrar, lançar os pés para frente.

Mas quando eu te vejo eu fujo.

Me segura.

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