quarta-feira, 23 de maio de 2012

DeclarAção






Não vou mover um dedo sequer, ele mora do outro lado da rua. Mais esperto que eu, mais tudo um monte de coisa. Ele sabe o que quer. No entanto, ele se esvai nos meus cantos, como se não precisasse, como se não fosse o última hora do dia em que deveria cair na cama e só no outro dia. Mas, não. Ele fica, neutralizando qualquer esquio ensaiado meu.

Todos aqueles olhares extensos e pedidos: Não vá! Não faça mais isso, por favor? Não demora. E eu, como quem já passou por tanto desapego e tendo agora que abri mão de mim pra senti essa de encanto. Ter que parar e ouvi o que parece ser verdade. Largar minha segurança. Meu calor vital! Nã!

Eu não sei as melhores verdades, nem em mim sai alguma coisa que realmente é. Sou muito eu, meu conforto - não me orgulho disso. Estou prestes a tirar a máscara e saber o que é, o que pode ser ou o eu não sei de lá pra cá.

Desventura ou bem-aventurança. E mais uma vez, caindo dentro de mim. 

Experiências. E outras experiências. Ai, ai... que soninho deu agora. Coração dorme também. 


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