quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O sumo do sonho secreto





Crio: as expectativas, o caos, o desassossego, o desespero, o medo, a solidão, a timidez, a desfaçatez, o oculto, a crase no princípio da exaltação; a soberba, as mortes, as vírgulas nos desencontros, a fuga nas reticências; o início dos sonhos nos travessões no jogo das falas ou em linhas curtas e sem rodeios. E... O ponto final fica por conta de quem sair por último da mesa (que mesa !? kkkk). E o início está escrito no corpo. No corpo mesmo e ponto. 

Não destruo rascunhos, mas também não estampo em pano fino, os deixo nos cantos da casa, para que se tornem raros, vivos, relevantes para quem passar e perceber tocado por algo novo e que não é tão novo assim, a faísca sempre esteve ali agora à vista tornando-se: chamas.

Escrever não me tornou moderna, não que fosse meu objetivo. Fazer histórias pra ninguém não é fácil, pôr sentimentos onde não existem é tortura; imagine ter que comer algo que não gosta. Sumi. Prefiro emagrecer sobrevivendo com migalhas. Sim! Do pouco que plantava no meu quintal, onde poucos viram e, aliás, não vêem comida lá, acham que são delírios. Eles não acreditam, acham que eu sou maluca. Maluca mesmo! Eles estão certos, mas não do jeito que pensam.

Plantei o que quero colher. Aquilo que é meu não pode ser visto, não pode ser tomado por outro. E jamais vou deixar alguém se deleitar em meus esforços. E se furtarem: Eu serei aquela perturbação eterna. Disso, não tenham dúvida.

O que me tornou moderna foi o percurso que me fez chegar onde estou hoje. Escrevo doendo mesmo, aceitando os picos de insanidade-culpa-raiva-ciúmes. Há quem diga que estou perdendo a vitalidade, ouço e deixo aquilo escorrer até perceber satisfação do emissor e vá com Deus...lálálá...

Sou teimosa; pareço mandona e faço maldade. Ansiosa. Atrapalhada e aos mínimos estou evoluindo com a fala dos que cuidam de mim e de mim mesmo com visão de mundo. Escrevo calmarias e apago meus erros com acertos de possíveis erros. As mentiras nem são mentiras. Os sonhos e os livros em noites frias são parte do futuro próximo - não esquecendo que Deus é quem dá e é quem toma.

O que há nessa colheita? Que rascunhos? Que pensamento é esse? Alguém, fluxo de pessoas e foco.

Escrevo minha vida e visão de mundo.

Mergulho na determinação, nas convicções e é preciso acreditar em si mesmo. Seja você. Único.


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