domingo, 1 de janeiro de 2012

Coração brando



Amor não faz assim, não discuta comigo quando eu te busco, não apresse o passo quando estiver gritando, olhe para mim, olhe dentro de mim e resolva o que eu não estiver enxergando. Você possui toda artilharia pra me proteger e até de mim mesmo. Sei que a desconfiança, as brigas flagelam o espírito e gastam o corpo, mas não marcarão o fim de nós, porque sei que não é de mentira nossa história. Não acredito que aí dentro de você estão o desequilíbrio ou distúrbio causando empecilhos cáusticos, porque é de verdade nosso querer.

Se eu te faço mal, foi um erro de concepção (da sua parte), só quero o teu bem, é sabendo que você existe é que tento zelar pra não perder. Eu sou a mesma de sempre, a mesma garotinha insegura e de sorriso metralhado. Não me assuste, com suas reclamações, de problemas que você não diz e desconta, não fique distante porque terei medo de você, quando notar seu ciúmes descontrolado por não saber notícias minhas. Não me agonie! Meu corpo não me sustenta, sou um caos mesmo em tempo bom. Já avisei diversas vezes sobre mim, pra pegar leve, eu não aguento tanto desmerecer lançado no rosto e nem suas ameaças de me abandonar se eu não atingi suas expectativas ou jogo.

Eu preciso é de salvação, de alguém que me conquiste o tempo todo. Não me faça procurar em outro um porto seguro.

Estou com você e isso basta! Não exija mais de mim, não, não. É! Eu gosto de repetições! Será que não faz diferença minhas ênfases em alguns contornos teus? Ou melhor, que rumo dou ao desassossego encarnado no fundo dos olhos? Eu preciso de você será que não entende?

Pensei que mergulhar dentro de mim era um de seus objetivos. Tentei todas as chances como um ser insistente  e aparentemente faminto de amor e talvez, passei por um desespero corrupto em busca do encontro, do beijo, daquele beijo. Aliás, você me ama? Você quer me ver feliz? Você quer o meu bem? Existe limites no início da tua entrega?

Não sei mais se devo desacelerar, parar, ou manter. Estou começando a ficar com medo de você, seu recuo e falta de declarações - ou atos - claras e autênticas, adoece: meu corpo, minha visão de mundo e qualquer outra coisa de fim de mundo guardada no peito.

Não vou falar do que já tentei, do que passei, tampouco o que se passa no meu coração. Você é um menino inteligente e sabe o que quer.

E encerro o desvaneio com essa reflexão: Plante aquilo que quer colher.

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