sexta-feira, 15 de abril de 2011

Histórias de fim de mundo

E agora? Como tocar a vida já que ninguém consegue viver sem precisar de alguém?




Falam-me de encantos e desconcertos, querem me calar porque se acham grandes demais, senhores narcisistas. Nem um simples ciúmes não pode ser sentido, porque logo vêm os falsos juízos de meu comportamento.

Por mais defeitos que eu tenha não são obstáculos. Aliás, minhas contas foram pagas. Minhas ofensas foram dissipadas, meu histórico é ameno ao de mundo. O que há de anormal?

Não era pra eu crescer ou, não era pra eu evoluir? O que vocês queriam?

Minhas defesas são sempre questionadas como se eu fosse insuficiente. Um pote sempre seco. Levando a crer que eu sou patética.

Não aceito declararem que tenho cara-pau a cada momento de defesa. Sendo que o mais patético são vocês. Vocês são mais doentes do que eu. Olhem a sua volta vocês conseguem ver duas pessoas sofrendo por uma causa perdida, porque seus gostos e os meus são idênticos tanto quanto a timidez que um dia existiu.

O que são vocês, mesmo?

Não vou tentar como tentativas e outras tentativas só pra vocês se sentirem perfeitos, ou melhor, amados. Vocês não são perfeitos. A perfeição consistia nos atos e fatos de nossos dias, nas ligações feitas sem aparelhos, nos íntimos instantes a sós em espaços em que criamos juntos. No respeito que existia e não na orgia sentimental que um dia vocês supuseram termos ou vocês pensam que sou a mesma na vida tocada e sentida?

Sem dúvidas amo vocês e é só nisso que eu tenho certeza.

Infelizmente aprenderam um péssimo hábito de fazer ofensas como se eu estivesse aqui só pra ouvir, para que eu entenda suas tempestades e num gesto de compaixão pudesse oferecer um café com leite bem quentinho e pão amanteigado. Vocês erraram. Isso não se faz. E não tem pão!

Seguir todos os caminhos pra chegar até vocês. Diga-me, em que realidade vocês estão? Para que finalmente eu possa chegar até vocês com um pouco de dignidade e com o mesmo orgulho que carrego na vida, enfim, montar um negócio que renda uma casa grande, carros e mais degraus e tirar da cabeça a outra opção de não precisar juntar vocês e lançar dentro de uma gaveta no último quarto do fim do mundo.

Então, o negócio sai?

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