segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ele e eu



O que se segue, o que me atiça e o que procede, nada mais é o simples fato de: dois existirem. Que estes dois  mastigam a solidão, festejando com último vinho da adega. São duas pessoas que se unem, de forma eloquente, transcendente. E teor parece ácido, frio, talvez molhado. Sólido - me arrisco em dizer.

Cada ponta de nós é o início do outro. Quase únicos, entrelaçados. Verdades nossas, segredos nossos. Mistérios que ainda são mistérios, é que nos fazem ser essa façanha, alvo de invejosos. O que eu sei é que somos simples, cabemos nas medidas um do outro, só isso. 

Meu caso é ainda algo soletrado, nada de frases inteiras. Ousadia de curiosa e um outro que se veste de branco, branco, branco... ele é grande, em todas as pontas, em minhas curvas e quase palavras. Menino-moço, menino-homem, menino-meu. Meu doce presente, meu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário