sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Coisas que não sei explicar

Eu


São coisas que não sei explicar, coisas que acontece ou coisas que não vem, mas que existem. 
Que vão, mas que ficam. E que vão alinhados pra não sair de vista. São coisas que surgem e consomem. Coisas que vejo e sinto. Gosto, o cheiro e o tato fazem parte de qualquer refrão já mencionado e que não fui eu que citei. E há os que não vêem e sinto: Frases complexas, diálogos curtos, temperos escuros, a ausência de quem não partiu, mas que está longe.
Um temer que não parece saudades; nem perdas letais como essas naturais, mas que não posso explicar, porque ficou quebrado na memória, palavras que não me deixam dizer, pois fogem.
Eu estava ali, mas não estive, observei: cheio de gente, café, bolo de sal, bolo que não sei mais de sabor, gente de novo que ia e vinha sem nenhum cumprimento colossal, gente boa e comum. E o tempo passa, me fazendo senti que ninguém me percebeu. Ninguém me vê. Coisas que não vejo, mas que me afetam e não sei explicar. Coisas que são coisas mesmo, mas que dizem muito do outro.
Um vácuo, perdido e solto. Parecia estar extenso, invisível e indescritível. Naquela situação que tremi de frio ou de caos interno.
Eu não sabia, eu não entendia, só sentia. Não sei.
E fiquei em silêncio. Silêncio. Até alguém dentro dos olhos tentou me dizer o que eu não consigo explicar, ao meu lado sempre ou nunca saia do alinhamento.

Vou sorri descontrolada e espaçosa, quase científico ou utópico qualquer situação que não criei. Fico certa que é só questão de tempo ou de mim.

Porque não sei como sumir isso: Isso que não sei explicar.

Estou bem apesar de não saber dizer como.

2 comentários:

  1. "Você é uma fofa">>> Juro que não é uma cantada!...

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  2. Obrigada por ter gostado do meu blog.

    De imensa satisfação, Rebeca.

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