quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Verdades do coração

Algo enorme que o coração não supera distâncias. Pois sofre e não dorme cedo. Comumente as promessas são feitas depois das 23:00h, depois que todos dormem. Esse molhado coração de chiclete exerce uma de suas melhores funções: Desejar.


Me lembro do frio em seis metros de largura; e logo, me vem o calor que foram suas mãos em momentos relâmpagos. Pra nós não foram duas horas de descoberta e fascínio, foi pouco. Não parecia manhã, não parecia que fôssemos capazes. Era arriscado, mas a ideia de decadência era pior. E seguimos sem volta.


Diálogo de quinze minutos, assim foi, acompanhei sua reflexão sozinha. Tentei em farelos, qualquer gesto ou som, que pudesse excluir as dúvidas e a certeza de que não iria aceitar seus interesses. Tentei um possível encontro dentro de nós, mas ele ficou calado.  Ele estava triste, pensava que eu não queria sua carne, já abatida por tantas outras situações de sempre. E que nunca perdeu o sabor.


Era novo. Era igual, mas novo. O amor acontece cada final de semana com fogo de paixão fria. Estamos calmos ou mais mentirosos?


Penso que menti para os outros até no último instante, até fiz jurarem que eu quero outro. Disse: Eu te amo. Eu menti, pra não perder o hábito de menina insolente, sou melhor quando me julgam menor.


Conhecemos quem somos quando viramos monstros de alguém, ou quando passamos por problemas. As máscaras caem quando ganham poder. 


Mas esse amor-brega, que sou. Faz parte de quem me faz bem. E isso basta. Corações úmidos igual ao meu, grudam, e isso não é má idéia, quando se tem o parceiro perfeito. O que não significa que achei o homem perfeito.


Sobre amor ele não veio ainda. Já dei cestas de um amor, não tive retorno, hoje não quero mais. Mas se preciso for! Tentarei. Porque eu quero, simples assim. Ser feliz é uma luta irrecusável. Uma proposta, será sempre uma proposta. Viver é viver.


Tentei adverbializar, configurar, explanei quilos de letras em tantos suspiros e alegrias. Não consegui decifrar ainda, você roubou meu silêncio e deu lugar a ruídos indiscretos.


Sei que volta pra me dar paz. Júnior.



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