segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Logo mais, o mundo será somente seu.

 É apenas isto: se você vai ser humano, tem um monte de coisas no pacote.
Olhos, um coração, dias e vida. Mas são os momentos que iluminam tudo.
O tempo que você não nota que está passando.É isso que faz o resto valer.
(Morte dos Perpétuos)
Gilson Wingist -Analista de Sistemas

Sabe o que é querer tanto? Mas, tanto, que nada seria possível de suprir? Mesmo fazendo tudo à vontade, se expor a gargalhadas alheias, ou simplesmente rir e não se lembrar do quê, e continuar a rir por rir.

Gastar até o que não têm. Usar mini coisas, perfumes, sair simplesmente pra manter o social. Se sentir escravo da moda, que beijar um cara fumante, seria o melhor pra imagem, mesmo odiando o gosto! Se misturar com toupeiras de carteirinha pra polemizar.

Sabe que é sentir a vida sendo sugada?

Eu sou um desespero enriquecido de balas de uma 48, pólvoras e maconha. Não me peçam pra descrever, não me julguem não me enforquem.

Sou comum, nasci normalmente, tive as mesmas desilusões de todos. Já quis morrer, mas não tive coragem. Quando pensei nisso foi quando percebi que não era a única. Na época foi horrível. Minhas decepções não foram maiores que eu. Eu to viva. Vivíssima. Pronta pra que o amor chegue, mostrando o quanto eu sou mesquinha.

Dos meus belos quinze anos, aqui só o sangue, algum traço e todas as rugas, malditas rugas quando começo a sorrir. Eu sou um milagre, nós somos. Já escapei da morte várias vezes: dezenove anos com quedas, feridas em joelhos sujos de tanto brincar no chão, flagrantes de furar o coração, desses que você não deveria subir na geladeira e acabar com a compota de doce, sair sem hora, de mãos dadas com um coleguinha de seis anos pro mercado, de subir em vários cajueiros, de se esconder em lugares úmidos em pregos e serrotes, de comer escondido do irmão detrás da porta, só pra não dividir.

Pois é... Quando digo mortes, é simplesmente seu calor vital afetado. Sua moral nas mãos de outros. Teu amor-próprio que se esconde toda vez que se vesti. Tua solidão não te acresce, só te derruba, não consegui ver a força que te dar ser sozinho, e, ser sozinho é poder respirar e não dizer pra ninguém que sua voz preferida é o afago de sua mãe ou de qualquer outro, só nos ouvidos, ficando um pouco louco e indecente, quando escreve suas verdades magníficas.

A vida continua, com pedidos mais que irresistíveis, eu não sei se fecho a porta e vou dormir. Não sei se espero passar das cinco, pra abrir a janela e dormir. Tão certo eu continuo vivendo não terá fins. Haverá recomeços. Amanhã terá sol. Ainda quero o amor antigo. Vou dormir lá fora, talvez alguém cubra meu rosto, ou o sol me queime tanto, que eu desperte, acreditando que noite fria é só pra quem não luta por um café. Estarei vivendo, se preciso for até sonhando vou viver.

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