quarta-feira, 9 de junho de 2010

A sete chaves

Acho que meu amor desistiu de mim, eu pensei que estávamos conectados, pensei que fossemos unidos em alguma coisa maior que fim, um fim sem fiasco.

Parecia estar tão perto, tão quente, tão molhado. Tão gelado, o coração, como se fosse morrer de tanto amor. Parecia angústia, parecia mal, um prazer que apenas nos sustentava; assim pensava. O dia tentando esconder a noite, pra não te alcançar, me lançar nesse mar de escuridão e estrelado.

Se tivesse poderes estaria a um milímetro de ti, estaria dentro e emaranhado nesse corpo em meia pele. Estenderia todos os inimagináveis toques, relaxando os que não ousariam me enfrentar, até os que me odeiam, porque eu não posso me conter, minha fraqueza está em ti, escondido em ti, em ti.

Meus caminhos estão melhores, buracos que causavam meu horror, foram tapados por suas mãos macias e leves, que ora me acolhiam e ora me acrescentam como se fosse continuação.

Eu não consigo te esquecer, é como já se já soubesse de teus passos, como se recordasse e despertasse meu desejo, como se eu tivesse você. É inevitável meu delírio. É o meu calo, que não permito curar.

Os anos são comprimidos; e eu sem ti, sou um vaga-lume tonto.

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