terça-feira, 22 de junho de 2010

Finito de mim: ventania a - 57° C

Eu não sei se tudo resolveu brincar comigo. Parecem irreal meus passos, meus pés estão dormentes, não sei se sou eu que caminho, ou se me levam; dormente, pois não sinto nada, estou dormente. 


As únicas dores, são internas que corroem meu dia e a noite puro desassossego, não tem modernização. Tudo é metade do século, tudo evoluindo, há estranhamento, choques relevantes, mudanças de vida. 


Estou com medo, totalmente inibida, eu me perco em meio aos draminhas internos, estou gelada, realmente não sei se me carregam ou se estou indo. 

Estou suando frio!

Sou do tipo que quer mudanças, mas tem pavor de mudanças! Mudo gradualmente. Temo pelo ideal, temendo do medo, temendo de estragos maiores. Mas quando é que vou saber se é excelente?

Queria ser mais forte nesse momento, estou vulnerável, morrendo de tamanha felicidade. Sinto frio, muito frio, congelei. Preciso do sol de verão, pra aquecer o que me deixa estacionada. Luzes fortes, apenas receptar um reflexo que derreta todo esse ostento que fico em pé, sem movimentos friccionados.

Implorando teu encontro quase mortífero; condenando minha personalidade fraca ou timidez, pois sim, você representa meu idealismo todo alterado por uma utopia verdadeira inventada radicalizada e extremamente chocante.

Um auxílio. Para o primeiro passo. Alguma faísca incendiadora que torne raro a ventania a -57° C que vem pra tormenta de meus sonhos. Ou venha, causando uma parada respiratória de três eternos segundos, virando quente, imutável. Pois não sei mais o que tenho que fazer. Inverno é tempo de coração medroso contente. Em pleno inverno.

Nenhum comentário:

Postar um comentário