terça-feira, 1 de junho de 2010

Eu não discordo em caso gorduroso, a um terço me revelo

  
                                                                                                                                                                           


Então está aberto, então me entende! Sinto vergonha, sinto muito ser desse jeito, peço desculpas pelo meu jeito. Eu te gosto de longe.

Estou erradíssima! Certo? Não estou dividindo, posso conversar contigo? Sem medo de enxurradas? Ei! O povo lá da igreja é tudo doido na fé, às vezes não controlo essa minha excessividade. Imatura. E esse morrer de amor nos dias; idem. Mas pensei que fosse paixão, paixão virando amor; meu Deus! Eu ia falar contigo, mas tinha uma menina, que droga!

Vou te dar um livro, recebe? Aí vai me entender.

Quando vi dando aquelas declarações, num outro momento, ficaria num nervoso de dramas, um caco. Mas não fiquei. Você está aqui, e nós não temos enorme lagos, nem montanhas, não tem lápis de cor, só brilho e brilho. Só é apenas meus e os seus limites. Dá um desconto, que eu nasci logo depois de você; te vejo como menino, docilmente deslumbra um homem muito sábio, mais do que eu; nasci ontem, não sei de nada, tudo foge, tudo se esconde, tudo tem pernas, droga! Continuo sem entender onde foi que eu me lancei em teus braços.

Não sorria de mim. Por favor! Vou ficar com vergonha. Quero ser natural, só que estou com minhas autodefesas, é estranho mesmo para mim. E cada vez, é mais comum e não perdi o encanto, já não tem os micos como de primeira vez, já não tem desejos loucos no primeiro olho no olho, talvez seja esse morrer de amor.

E não entendi esse topo... Considere um casório numa fuga pra Bahia, e mais, imagine uma vida a dois com um gogoboy! Morar em São Paulo com um cara que escolheu a mesma profissão do meu pai e que todos eles juram amar pra sempre. Bom eu não entendi o que disse. Imagine se eu não parasse e não avaliasse minhas más amizades e todos eles, todos sem noção. Não entendo eu não conheço o que disse.

Eu tenho que engolir esse teu próximo passo duvidoso, suspeito de ir embora, sem olhar pra trás, se engana em tanta fé, eu não vivo só de fé, eu vivo de atitudes; eu vivo... depois eu te falo. Droga! E aquela menina chegou primeiro!

Você é surpreendente, não há rotina que mude. Não quero que seja outro, não quero grandes mudanças, eu te achei assim e nasceu esse “amor pra sempre”, mas se isso é capaz de morrer nas semanas que viram e que não é paixão virando amor, com certeza estou erradíssima. Quem sabe num dia de encher tanto a barriga de café, sofrendo de azia, num descanso em frente de casa, alguém me ache.

E eu? Desculpa o meu jeito pensei que eu fosse de menos, te faço mal? É esse medo de ficar sem ninguém, atenciosa até demais, pura insegurança. E de longe te encontro, fingindo não ver.

Não tenho medo de dor, dor de ferida. Você é melhor do que eu; não precisa de mim, de ninguém, você está muito alto e o legal que consigo dizer frases inteiras sem temer, sem desviar meus olhos, direto no teu olho, sem deixar o frio dominar o corpo.


Eu queria só ficar, curtir minhas ilusões em outro Estado (só na minha cabeça), abusar um pouco mais da paciência dos meus pais - eu não queria encontrar você, fugindo pra não cozer palavras - sendo nerd na sala, grande menina pras tias, grande palhaça pras amigas, grande Eu para com eles, uma ratinha esperta no mundo dos negócios.

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