segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher

    Ando de penumbra e distante, meio zumbi, com abalos internos, que destrói de dentro pra fora, sem distinção alguma é capaz de fazer.   Não sei o que aconteceu, num mês de festas, no mês de fevereiro em sentimentos opostos, talvez, verdades opostas, sem visualizar danos, os laços se encaixam sem nenhum propósito, mesmo assim se mantém firme.
   Não há alusão alguma de sucesso, somente um coração ocioso e tremendo à vista de um cheio de malícia sem inibição, dois, a beira de um precipício, de um lado morte e o outro tão monstro como escuridão.
   Ambos só querem fim de novela, dessas mexicanas, como tarde de domingo, com sol de belo ocidente, duas cenas a serem escolhidas, sem conexão, preferem andar só pra não pensar com a cabeça do outro, querendo dar fim a um vazio que perturba os menores do plano, que interessa somente um de cada cabeça, somente o eu. Em busca do prazer curto, de momentos curtos, de alegria pouca, sem valer o verdadeiro, que é algo descartável, pelo eterno.
   Não posso me contentar com abraços bobos de corpo frio, como se fosse algo que não estivesse ali, sem motivo algum, sem encaixe e que por fim, de conteúdos exclusivos que se tornem desinteressantes por idéias incógnitas ou mesmo explícitas, que causam feridas, abertas, sem diagnóstico e sem tratamento, o espiritual bagunçado de inúmeras pedras de pontas finas.
Espero que não seja sempre assim, escuridão e morte. Certa de que virá brisa de verão com jardim e frescor de fruta cítrica num lugar aberto, meio grande, meio colorido e seguro, capaz de me trazer paz de espírito, de fazer meu corpo leve, com movimentos livre e descontraída, a favor de mim sendo feliz. Um aglomerado de anexos desconhecidos, talvez inexistentes em algumas galáxias, mas quê, para mim é dado o entendimento necessário, cabível assim dizer.
   O erógeno que queima me é de pleno sumiço, de surdina, talvez eu, não saiba amar e nem ser compreendida, em mim há queimaduras, mesmo na berlinda consigo ter esperança, sem trilha de concerto, ao choque, dispostas a enfrentar mares abertos, ora tristes e ora aterrorizadores.
   Talvez a melhor escolha, é deixar ir embora o ponto L que causa angústia e solidão, mesmo que esta ultima tão sem base, sem verdade, corpos sem vida e sem cérebro, recuperar a insígnia de pessoa e no mais recôndito. Dar cabo a esse mal, que me dá náusea. Quero dance, amasso, sem começo e sem fim, quero me deixar levar sem direção, curtir amor de academia, beijar e explorar como psicólogo de Messenger, analisar e me realizar, desprezar qualquer regra imposta, me fazer grande como nunca me vi. Fugir da moralidade de miseráveis corruptos ou dos que tem vendado os olhos e quê de suas bocas não saem nada de proveito.       
   Fugir em algum instante da verdade que em mim foi plantada pelos santos, experimentar esse mundo de utopia. E, somente de mim, fazer valer, partir e transbordar desejo, sem me perder, me permitir ousar, mesmo que por menor tempo, possa eu aventurar e descobrir sentimento sólido e que seja por mim a felicidade de dois. Mulher.
   Quero fazer juz de mim, sob punição divina por furos perdoáveis de egocentrismo em mim manifesto. E que eu, aprenda finalmente. E adotar um estilo de criança que só quer ganhar, brincar e tomar suco.

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