sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O calor da amizade


No silêncio foi prosseguindo os atos, distúrbios e melancolias. Consequências de certo. Lembranças coladas, coração e mente apostos, prontos para causar. Chegar, arrasar, implodir de mundos distintos, num cubo preso um arranjo frágil de preto e branco.
Mentes pensantes, mãos gelados, coração contrito, respiração ofegante, lábios molhados, corpos dançantes, em obra complexa num contexto resumido.
No horizonte, em água submersa, palavras ardentes, de um querer oculto, crescendo e se perdendo, rompendo os laços de pulsos confusos, atendendo como nunca foi visto de mãos cheias.
Num ímpeto instante, os olhos, os cabelos e a expressão eram formidáveis. Corações pretensiosos que no seu âmago é capaz de sentir o gosto do cheiro, ventania que insisti em tocar o rosto e ver onde não há mais nada.
O estímulo concebido transforma-se em algo ímpar, sem cor, num universo desconhecido, com transparência e leveza. Revelando segredos, medos, expectativas e dúvidas, um calor quente e as vezes frio, sempre presente sem dimensões; enfim sem corpos.

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